Um post sobre Tomar, idiotas e gente estúpida

idiotas

Não há, estatisticamente, mais idiotas ou gente estúpida em Tomar que em outros sítios. Como moro cá há muitos anos, é natural que conheça mais idiotas e gente estúpida cá do que, sei lá, em Londres ou na Abrançalha. Ainda por cima, isto é pequeno e toda a gente se conhece.

Isto vem a propósito de várias coisas que aconteceram por cá, esta semana. Algumas metem “eventos” e “cultura”. Outras metem “buracos”. E outras, ainda, coisas sem importância nenhuma. A propósito de todas, registei duas coisas:

– há bastantes idiotas por cá e muita gente verdadeiramente estúpida;

– há gente muito cansada por cá e muita mais gente muito zangada com as coisas que acontecem, e as que não acontecem, por cá.

Eu sou dos cansados (um bocado estúpido e frequentemente idiota, é verdade e é triste) e fartos. Já não me zango. Vou-me rindo. É só isto.

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Amanhã, livre, legal e gratuito na Enough Records. O artwork é do André Coelho, metade dos Sektor 304 (e poupo agora nos elogios porque poderia parecer mal).

Waste Disposal Machine

cartaz

um RELATÓRIO com muitos nomes *

Não me lembro do ano. Lembro-me das primeiras conversas – com o Miguel Silva, o Carlos Paiva e o Victor Boavista – sobre o formato e o estilo que iríamos adoptar. Vínhamos os quatro da mesma banda (Dell’Irium) e queríamos formar uma banda nova. Uns tempos depois conhecemos o Victor Silva e, entretanto, recrutámos o Pedro Serra. Gravámos uns temas em estúdio e começámos a tocar, pouco, ao vivo.

O Boavista acabou por se ir embora e veio o Hugo ‘Sacho’ Santos. Depois foi-se embora o Paiva. As coisas começaram a ficar mais sérias a partir de 2005. Começaram a haver mais concertos,  referências em alguma imprensa e começámos a gravar um EP que acabaria por se transformar num álbum. Terminámos o álbum em 2006, mas a edição foi sendo adiada até 2008. Pelo caminho ficou o Pedro Serra, que ainda participou nas gravações do álbum.

Pelo meio, fomos tendo cada vez mais concertos: no final de 2006 tocámos no antigo Hard Club e ao longo de 2007 demos concertos em Famalicão, Braga, Coimbra e Tomar, Vigo e Ribadavia na Galiza, num festival “industrial & afins” na Serra da Arrábida, n’O Meu Mercedes É Maior que o Teu no Porto, no Cine-Teatro de Corroios e até no Cabaret Maxime em Lisboa. Em 2008 lá saiu o primeiro álbum, “INTERFERENCE”, e fomos aumentando o número de concertos (na promoção ao álbum foram umas 30 datas – nada mau para uma banda da província sem agentes ou managers e quase sem “imprensa”). Em dois concertos alargámos a formação a um segundo guitarrista, o César Lopes.

Em 2010, lançámos “RECYCLED” um álbum com remisturas de temas de “INTERFERENCE” e juntou-se-nos o Rui Jorge, velho amigo que até já tinha tocado connosco em dois concertos uns anos antes. O primeiro concerto do Rui foi logo no novo Hard Club. Na mesma altura começámos a trabalhar no segundo álbum. No segundo semestre, e (se não me falha a memória) na mesma semana de Setembro, o Victor e ‘Sacho’ foram-se embora. O Nélson Brites ainda fez uns ensaios connosco, mas não pode ficar connosco muito tempo. Eu, o Miguel e o Rui decidimos continuar a três.

A três, acabámos de compor os temas para o segundo álbum, que foi sendo gravado, lentamente e ao longo de dois anos (!), no estúdio caseiro do Jorge Serigado, o nosso técnico de som ‘residente”. A lentidão do processo é uma longa história e não interessa a ninguém. Em Dezembro de 2013 terminámos as gravações e as misturas. Metade dos temas do álbum foram compostos e/ou interpretados com/por convidados: os PMDS (cúmplices de editora), Sci Fi Industries (Luís van Seixas, um dos patrões da Thisco, a nossa editora), Miss Cat (Catarina Ribeiro do duo Miss Cat e o Rapaz Cão), Broto Verbo (Carlos Matos) e Ah Cama-Sotz (projecto do belga Herman Klapholz, que conhecemos num festival no Seixal, em 2010).

Daqui a uma semana, lançamos, finalmente, o segundo álbum – “DEBRIS” – com um concerto em Torres Novas no Café-concerto do Teatro Virgínia, onde já tínhamos feito o lançamento oficial do primeiro. Este vai ser concerto vai ser um ponto final num processo longo e atribulado na vida dos Waste Disposal Machine e, também, nas nossas vidas. Meio a sério, meio a brincar, tenho dito que este é um álbum marcado pela crise. Não me apetece explicar porquê. Este concerto vai ser, também, o início de qualquer coisa. Não sei/sabemos ainda muito bem o quê. Mas estamos ansiosos.

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* Faltam alguns, bastantes, nomes neste relatório. De músicos com quem partilhámos palcos e camarins (sim, já tivemos luxos desses e às vezes até com catering!…) e técnicos de som, de promotores de concertos e de profissionais de empresas de som, de amigos e familiares, de gente que conhecemos antes ou depois ou por causa de concertos… Por exemplo, o Miguel ‘Noctvrno’ Silva, que nos tem fotografado e cujas fotografias serviram de base ao trabalho gráfico dos nossos álbuns. Ou o João Pereira, que fez todo o grafismo do álbum que apresentamos daqui a uma semana. Ou o Buga, que nos acompanhou em muitos concertos, carregou com material, ajudou-nos em palco, saltou e berrou à nossa frente e disparatou connosco e é uma das melhores pessoas do mundo e merecia um post todo só para ele.

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“Idiot Queen” by Idiot Queen

Born in the United Kingdom of Portuguese parents, Dawn Mendonça is an artist who has experimented with painting, photography, writing and music.

Musically, Dawn expresses herself through the alter ego Idiot Queen, a monicker under which she explores electronic sounds, experimenting with collage, dissonance and repetition.
Her songs are slow and sombre and are built around electronic loops mixed with samples of acoustic instruments, creating repetitive structures and simple, sometimes almost childlike, melodies.
Dawn’s voice speaks and whispers more than it sings, and, sometimes, Laurie Anderson, Anne Clarke or Antye Greie (AGF) come to mind. Love and loss, the absurd and the divine are the broad themes Dawn-as-Idiot Queen explores in this release for MiMi Records.
Bill Rivers and Frederic Choudin lend their voices to the tracks “The Sun Will Set and Never Rise” and “Amour”, respectively.

Free download @ MiMi Records (Electronic Music Label)